2014 já começou!

Postado por: Editor NJ \ 5 de março de 2013 \ 2 comentários

Estamos assistindo a uma antecipação assombrosa da campanha presidencial do ano que vem. De todos os lados, da situação, da oposição, dos “híbridos”, se ouvem notícias de conversas, promessas, afagos e críticas, visando o palco eleitoral.

A começar nas hostes do governo: no evento de comemoração dos 10 anos do PT no poder, o ex-presidente Lula lançou a atual Presidente Dilma à reeleição. O evento contou com ilustres presenças: mensaleiros condenados (que não tiveram direito a subir no palco para discursar), os ex-ministros dos Transportes, Alfredo Nascimento, e do Trabalho, Carlos Lupi, que foram defenestrados na famosa “faxina” de dois anos atrás, por suspeitas de irregularidades e que agora, são preciosos para montar alianças, pois têm o comando de seus partidos, respectivamente o PR e o PDT. Semanas antes, a Presidente lançava um programa complementando o Bolsa Família, para que todos recebam pelo menos R$70 per capita, o que segundo o governo, erradicará de vez a miséria no Brasil.

Não podemos esquecer também da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, historicamente nas mãos do PT, que, se tudo correr conforme os planos governistas, passará a ser comandada por um deputado que é pastor evangélico e já deu declarações racistas e homofóbicas. Tudo para que seu partido, o PSC, embarque na aliança governista no ano que vem e ceda mais alguns segundos na campanha no rádio e na televisão.

No lado oposicionista, o tucano Aécio Neves, senador por Minas Gerais, começa a quebrar seu silêncio, subindo à tribuna do Senado para apontar os “13 erros do PT”. O PSDB, capitaneado por Fernando Henrique Cardoso, quer vê-lo presidente do partido, para que, desse modo, ele tenha mais visibilidade e possa percorrer o país calçado em um motivo legítimo.

Do lado “híbrido” (aqueles que ainda não decidiram se são governistas ou não) estão Marina Silva, que corre contra o tempo para viabilizar o Rede Sustentabilidade, novo partido que prega uma nova forma de fazer política e economia, de olho na ética e no meio ambiente. E também, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que jura de pés juntos que não é candidato, mas já tem agenda programada em São Paulo (!) com empresários e banqueiros e pretende percorrer o país este ano, em palestras.

Bem, a lei eleitoral é clara. A propaganda política só pode começar no dia 05 de julho do ano das eleições, ou seja, daqui a 1 ano e 4 meses! Todos os citados acima, com exceção de Marina Silva, estão em pleno exercício de seus mandatos, seja de presidente, governador ou senador, e é de se perguntar se é legítimo fazerem de seu governo um palanque político.

A começar do Planalto: é complicado ser otimista como a Presidente Dilma, sabendo que 30% dos lares brasileiros não têm água encanada e coleta de lixo e 50% dos brasileiros não contam com serviço de esgoto.

Do mesmo modo o Senador Aécio neves foi eleito para um mandato de 8 anos para representar os interesses de seu Estado no Congresso. Será que de hoje em diante, ele apresentará projetos de lei importantes para o Brasil e utilizará seu tempo na tribuna do Senado para defendê-los, ou, ao contrário, apenas fará discursos criticando as ações petistas, de olho numa eleição que ocorrerá daqui a um ano e meio?

Interessante também a postura do governador de Pernambuco, que começará a andar pelo país divulgando seus projetos e realizações, sendo que seu estado, segundo dados da Secretaria de Educação do ano de 2011, conta com 17% da população sem saber ler e escrever.

Meus caros, é legítimo e garantido a todos espaço para se candidatarem a quaisquer cargos políticos. Também é direito de todos expressarem suas opiniões, contra ou a favor do que quer que seja. O problema aparece quando detentores de cargos públicos utilizam-se dos meios e recursos inerentes ao cargo para fazerem propaganda de si mesmos.

Enquanto a política no Brasil, as ações governamentais e as críticas oposicionistas, forem feitas apenas visando às próximas eleições, o Brasil continuará um país estagnado, os indicadores sócias não melhorarão e a promiscuidade de trocar cargos e favores por votos e tempo de propaganda política continuará. O resultado do PIB de 2012, divulgado semana passada, já é um sinal disso.

Prevejo bastante trabalho para o Ministério Público Eleitoral.

Colunista: 
Thiago Oliveira Vieira
Estudante de Direito da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Extrema-MG

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2 comentários:

  1. Devemos querer a devida fiscalização de forma consciênte, cada cidadão! cada setor não só o presidencial, também a nossa própria base que são os municípois mudanças devem sempre vir para melhor é claro, cabe sermos críticos afinal esses são nossos representantes, se são da forma que são estamos consentindo para assim serem.

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