Como vencer a preguiça para ESTUDAR?

Postado por: Editor NJ \ 11 de junho de 2013 \ 9 comentários

Você já parou para pensar em alguma estratégia para vencer a preguiça para estudar? Já percebeu quando experimenta um tipo de sensação que podemos classificar como preguiça? Muito bem, a palavra preguiça vem do latim "pigritia". Conceitualmente, significa aversão ao trabalho ou ao esforço.

Sem a intenção de entrar no debate político-religioso ou sociológico sobre a preguiça, já que alguns sustentam a sua importância, ao defenderam o ócio, já outros, inclusive com fundamentos, a tratam como pecado. Aliás, um dos sete pecados capitais.

Assim, sem a pretensão de entrar neste debate, para efeito da preparação para o concurso público, vamos partir da premissa de que a preguiça é um comportamento negativo, ao corresponder à falta de um esforço que deveria ser realizado. E não realizando, há um prejuízo, em termos não aproveitamento do tempo que poderia ser aproveitado. Ou seja, traduzindo e resumindo, a preguiça é deixar de estudar quando deveria e poderia. Ou mesmo estudar de forma não empenhada e esforçada como deveria e poderia.

Partindo da mencionada premissa, cabe indagar: como a preguiça se manifesta na preparação para o concurso? Quais são os sintomas? Temos várias possibilidades. Vamos a algumas delas:

- não tomar as atitudes que deveria tomar, como se deslocar ao local de estudo, no momento em que deveria estudar;

- não se empenhar para manter o foco no estudo, dando margem e alimentando os pensamentos que desviam o foco atencional no momento do estudo (vulgo "viajar");

- não manter o foco atencional na aula que o professor está ministrando no curso presencial;

- deixar de assistir uma aula on line no momento em que havia se programado para tanto ou deixar de se deslocar para a sala de aula do curso presencial;

- desistir da montagem de um plano de estudos metodologicamente consistente, não se empenhando para levantar informações e variáveis relevantes (comum em relação a algumas pessoas que se cadastram no Sistema que desenvolvi, denominado Tuctor);

- deixar de corrigir uma prova, avaliando e refletindo sobre os erros e acertos a partir do gabarito;

- não realizar exercícios enquanto forma de estudo, nas situações em que seria possível e recomendável;

- não continuar a ler este texto, por falta de disposição para a leitura!!!

Outra forma de manifestação da preguiça, muito comum entre as milhares de pessoas que se aventuram na busca da aprovação no concurso - e aqui a palavra mais correta é aventura mesmo, consiste no binômio falta de disposição para o esforço necessário-busca desesperada pela fórmula mágica que proporcione a aprovação de forma rápida e fácil. É o que chamo de comportamento do típico "Candidato Microondas", que se ilude com a aprovação rápida, fácil e grátis (sem esforço). E para estes infelizes, os "especialistas sem especialização" deitam e rolam com as soluções milagrosas.

Porém, obviamente que todos nós estamos sujeitos e vulneráveis à preguiça. Uns mais outros menos. Mas não é motivo de vergonha estarmos apresentarmos um comportamento que se enquadre no conceito de preguiça.

Inclusive, no caso dos estudos, que envolveria a preguiça cognitiva, vários fundamentos podem ser invocados para a compreensão do fenômeno. Um deles seria a lógica economicista do funcionamento do cérebro.

Neste sentido, e fato que tendemos, intelectualmente, a conter esforços como forma de poupar energia, enquanto meio de busca de sobrevivência. Conforme texto publicado na Revista Mente e Cérebro, "%u2026os seres humanos são avaros cognitivos: nossa tendência básica é nos acomodar com as formas de processamento que demandam menos esforço%u2026" (O que os testes de QI não Revelam. No. 203, Ano XVII, pag. 43).

Superadas estas compreensões, o que interessa a partir de agora é: como fazer se estamos com preguiça para os estudos? Como reverter esta situação?
Vamos lá!

Primeiramente, como em relação a vários outros aspectos da preparação para concursos, é preciso tomar consciência. É preciso perceber quando estamos acometidos por um estado de preguiça, tomar consciência e, acima de tudo reconhecer e aceitar. Você não precisa ter vergonha de si mesmo!

Em seguida precisamos passar pela compreensão sensorial do fenômeno. Isto é, o que você está sentido quando tem preguiça para estudar? O que está acontecendo sensorialmente? O que o seu corpo e mente dizem sobre isto? Vivencie a sensação, para que perceba e entenda. O que é mais forte, não querer fazer o que deve ser feito em termos de estudo, fazer ou pensar em outra coisa ou se manter inerte? Tenha a clareza de como a preguiça se manifesta!

Posteriormente, após a tomada de consciência e compreensão, passe à fase de questionamento e desconstrução. Isto é, passe a se questionar sobre a causa desta sensação e estado. De onde vem isto? Por que isto acontece? Por que não tem preguiça para outra determinada atividade e tem para os estudos?

Avançando na reflexão, precisamos partir para questionamentos mais construtivos, como se indagar porque não consegue ter disposição e satisfação para estudar o que deve? O que impede o prazer nos estudos? Obviamente que uma estratégia importante é trabalhar o prazer em aprender, um tema que tenho trabalhado reiteradamente.

Mas o fato é que no referido questionamento sobre o que impede ter satisfação com o esforço intelectual-cognitivo voltado aos estudos, seguramente, a resposta será negativa. Afinal, racionalmente falando, nada nos impede de ter satisfação com os estudos! E é importante se convencer conscientemente e racionalmente disto.

Assim, o espaço estará aberto para você converter a preguiça em disposição.

Bom desafio no enfrentamento da preguiça!

Fonte: CorreioWeb

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9 comentários:

  1. Deu preguiça de ler rsrs

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  2. muito bom o artigo, a velha filosofia em nosso cotidiano...

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  3. Adorei o artigo. Percebo claramente o sono que sinto quando começo a estudar, é impressionante. Mas vou reverter isso. Vou conseguir. Obrigada pelo apoio.

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  4. Fantástica essa matéria.

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  5. No meu caso, a grande dificuldade é estudar algo do qual eu não agrado, não gosto. Perco o foco com facilidade e fico pensando que teria muito mais prazer se estivesse estudando algo que eu goste. É difícil se convencer de que nem sempre faremos aquilo que gostaríamos e que, se temos um objetivo profissional, temos que, infelizmente, estudar coisas que não gostamos, pensando no futuro, e não no agora. Acredito que grande parte do foco no estudo é proporcional a maturidade do estudante. Pessoas imaturas tendem a pensar como eu: se não gosto, não faço; se não gosto, não estudo. Só um desabafo... desculpem-me, haha!

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  6. Eu fico impressionado, como o sono vem rápido, quando começo à estudar, queira saber o porque disso? uma ajuda pelo amor de Deus. rs

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  7. No meu caso o grande problema é que não consigo lembrar de tudo que estudo e consequentemente vou mal nas provas. Alguma solução?

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