Advogado ganha indenização de R$ 15 mil por pegar trem lotado

Postado por: Editor NJ \ 24 de agosto de 2013 \ 8 comentários

O advogado Felippe Mendonça ganhou, na Justiça, o direito a ser indenizado em 15.000 reais por pegar um trem lotado em São Paulo. A decisão foi tomada por unanimidade pelos desembargadores da 16ª Câmara de Direito Privado.

Na ação, Mendonça afirma que pegou um trem da linha 9-Esmeralda, que liga Osasco ao Grajaú, por volta das 18h do dia 2 de fevereiro do ano passado. À medida que o trem parava nas estações, a lotação foi aumentando.

O advogado afirma que os funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), responsável pela linha, não ajudavam a organizar o embarque e desembarque. Em vez disso, empurrariam os passageiros para lotar ainda mais os vagões.

"Sub-humano"

Mendonça desceu na estação Morumbi, tirou fotos e fez vídeos da situação. No dia seguinte, entrou com uma ação indenizatória na Justiça por danos morais, alegando que o transporte era “sub-humano e degradante”.

Em julho do ano passado, ele perdeu a causa em primeira instância, mas decidiu recorrer. Agora, os desembargadores da 16ª Câmara decidiram a seu favor. O advogado afirma que o objetivo da ação é incentivar as pessoas a lutarem por seus direitos.

A CPTM deve recorrer. A companhia afirmou que os funcionários auxiliam os usuários no fechamento das portas dos vagões, nos horários de pico.

Fonte: Folha de S. Paulo

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8 comentários:

  1. Seria interessante se tivesse a sentença disponível...

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    1. A sentença foi desfavorável, o acórdão é que foi positivo...

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  2. Ótima ideia. na cidade onde moro os ônibus são sempre superlotados. Vou me inteirar do assunto pra saber se também cabe uma indenização, kkkk.

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  3. Seria muito legal se a massa de trabalhadores da Maré(RJ) fizessem o mesmo, pois é subhumano ser passageiro da linha 483(perimetral) sentido Copacabana da empresa City Rio.

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  4. Realmente, pelo menos o número do processo para ver a decisão na íntegra.... Vamos colocar o numero do processo para todos podermos verificar a sentença. Afinal é pública.

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  5. Basta consultar o nome do autor no site do tjsp... se for verdade estará lá.

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  6. Processo Nao encontrado com o nome citado na inicial.

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