Teoria do Amor – Poema Jurídico

Postado por: Editor NJ \ 15 de agosto de 2013 \ 10 comentários

Se “o amor” fosse crime,
Seria formal, material e analítico.
Seria bipartido ou tripartido?
Seria uni ou pluriofensivo?

Em se tratando de amor, tudo.
O amor seria formal, pois amar e ser amado é próprio do ser humano.
Substancial, pois sempre há lesão ou perigo de lesão a um bem jurídico imensurável:
“A capacidade de amar pura incondicionalmente”...
Amar e ser amado envolve risco de mágoa e decepção.
E para cada coração petrificado a humanidade ganha um morto-vivo circulando pelas ruas.

Se o amor fosse um delito,
Seria crime, delito e contravenção.
Punido com privação de liberdade, restrição de direitos e multas.
Haveria um corriqueiro “bis in idem”...
Pois na maioria das vezes, amar também é sofrer.

Se o amor fosse um delito,
Uns o definiriam comum, outros especial ou de mão própria.
Que seja! Afinal... Poderia ser praticado por qualquer pessoa...
Mas qualquer pessoa... Uma vez que ama e é amada... Deixa de ser “qualquer pessoa”...
Ambas são criaturas especiais... Transpirando, respirando, bebendo e comendo “amor”
E todo e qualquer ato, único ou múltiplo, seria dolosamente realizado sob esse prisma.

E o resultado seria típico vinculado à conduta:
Olhar, pele, desejo, afinidades, fenitelamina e epinefrina consumariam o delito amor.
Que poderia ser objeto de dois ou vários atos e qualificado pelo resultado.

E o tempo diria se foi instantâneo, permanente ou ambos.
O tempo diria se foi  habitual, uni ou plurissubssistente.
E o tempo seria a punição, o juiz natural e pela dosimetria da pena, a cura.

Razão e emoção debateriam se o amor foi subsidiário, complexo, progressivo ou de passagem.

Se o amor fosse crime...
Seria casual, fortuito ou de “força maior”, nunca seria omisso.
Ninguém ama por negligência.
Ninguém ama por imperícia.
Ninguém ama por imprudência.

O amor está para o coração, assim como o “coração” está pra vida.
O amor é humano, e ao mesmo tempo divino...
É o que nos torna imagem e semelhança de Deus!

Se “o amor” fosse crime...
Quantos de nós estaríamos presos?
Quantos de nós seria réu confesso?
Quantos de nós seríamos reincidentes?

Fatalmente... Se o amor fosse crime todos seríamos criminosos.
Mas o maior crime seria viver sem nunca amar e ser amado!
Porque não seria “viver”... Seria um invisível existir.

Por Anderson Sant'Anna (Curtidor Nação Jurídica)

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10 comentários:

  1. Amigo, vamos trocar links?
    Estudante de Direito
    www.estudantedireito.com.br

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  2. Muito bom!! Mas acho que poderia ser ótimo, se fosse só um pouquinho mais curto e mais rimado... rs... Todo modo, tomei a liberdade de te "parafrasear"/copiar trechos, e compartilhar em rede social - afinal, falar de amor é sempre bom e bonito, não?!? Espero que não me processe judicialmente por isso... rs... Bons poemas. OBS.: caso queira me "desautorizar", aguardo seu alerta. (Marcos Silva - SP/SP)

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  3. Simplesmente P-E-R-F-E-I-T-O !!!! Parabéns Anderson Sant' Anna!!!

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  4. Interessante! Muito bem feito! Vale a pena compartilhar!!

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  5. Achei lindo! Mas... to precisando de ajuda pra fazer um poema jurídico baseado no seguinte:
    parte historica do direito tratando de sua evoluçao desde o momento de utilização do Direito Natural,até o momento atual do direito,abordando os seguintes subtemas: JUSNATURALISMO, POSITIVISMO JURÍDICO,NORMATIVISMO JURÍDICO, POSITIVISMO PÓS SEGUNDA GUERRA MUNDIAL E TRIDIMENSIONALIDADE DO DIREITO.

    URGENTE!!! POR FAVOR!!

    Agradeço desde já!

    mandar envio para: andressa_corvinal@hotmail.com

    Atenciosamente,

    Andressa Neves

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  6. Tenho que entregar amanhã á noite pra minha docente!!
    Eu estava de dupla com uma colega de sala e ela agora quer levar crédito sozinha. Me deixou!! Muita sacanagem da parte dela... :'( (chorando)
    Preciso de ajuda!! Sem este trabalho...vou ficar com ZERO!!
    :'(

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