Segunda chance para 12 réus do mensalão está nas mãos de decano do STF

Postado por: Editor NJ \ 12 de setembro de 2013 \ 5 comentários

O Supremo Tribunal Federal (STF) decide se 12 réus condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão, têm direito a novo julgamento por meio do recurso conhecido como embargo infringente. Nesta quinta-feira (12), a votação ficou empatada em 5 a 5. O ministro Celso de Mello desempatará o placar ao ler o seu voto na próxima sessão do STF, marcada para a próxima semana.

Os ministros votam se os embargos infringentes são cabíveis. Dessa forma, caso a maioria dos ministros do STF votem pela validade desse tipo de recurso, os réus condenados com pelo quatro votos pela absolvição poderão solicitar novo julgamento.

Confira como votou cada ministro do STF e os principais argumentos apresentados:

Ministro Joaquim Barbosa - Presidente - Contra

Na sessão da quinta-feira (5), apenas o relator do processo e presidente do STF, Joaquim Barbosa, se manifestou contra a validade dos recursos. Barbosa disse que os réus não têm direito ao recurso porque a lei que entrou em vigor não prevê a utilização dos embargos infringentes.

Ministro Roberto Barroso - A Favor

Luís Roberto Barroso entendeu que os embargos infringentes são válidos, mesmo com a edição da Lei 8038/1990. Para o ministro, a lei não declarou a revogação do artigo do regimento interno do Supremo que trata do recurso.

Ministro Teori Zavascki - A Favor

O ministro Teori Zavascki reconheceu a viabilidade dos recursos infringentes na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Ele argumentou que os embargos infringentes não foram revogados por outras leis e "estão em perfeita consonância com outros diplomas legais"

Ministra Rosa Weber - A Favor

De acordo com Rosa Weber, a lei de 1990, que trata dos recursos que podem ser usados nos tribunais superiores, não revogou o artigo do regimento interno do Supremo, que autoriza os infringentes.

Ministro Luiz Fux - Contra

Segundo o ministro, o duplo grau de jurisdição não pode ser estendido para este tipo de interpretação proposta.
 Para Fux, acolher o recurso criará uma “generalizada desconfiança” na Suprema Corte.

Ministro Dias Toffoli - A Favor

Toffoli entendeu que a Lei 8.038/1990, que estabeleceu as ações cabíveis nos tribunais superiores, confirmou a validade do Artigo 333 do regimento interno do STF, que prevê a possibilidade dos embargos infringentes.

Ministra Cármen Lúcia - Contra

Apesar de defender o direito de acesso aos recursos, a ministra entendeu que os embargos infringentes não são válidos, porque não são aceitos em instâncias inferiores ao Supremo, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Ministro Ricardo Lewandowski - Vice-Presidente - A Favor

Para o ministro, o recurso deve ser acatado pela Corte já que “embargos infringentes não constituem nenhuma extravagância jurídica”e é aplicado, inclusive, no Superior Tribunal Militar (STM).

Ministro Gilmar Mendes - Contra

Gilmar Mendes entendeu que os embargos infringentes não são mais válidos desde a entrada em vigor da Lei 8.090/1990, que definiu os recursos que pedem ser usados nos tribunais superiores.

Ministro Marco Aurélio - Contra

Marco Aurélio argumentou que os embargos infringentes não são válidos, sob pena de causar insegurança jurídica. Para o ministro, a adoção deste tipo de recurso seria “mudar as regras no meio do jogo” e a "incompatibilidade de recursos neste processo salta aos olhos porque o entendimento diverso leva a incongruência”

Ministro Celso de Mello - A Votar


Saldo parcial

5 - Contra
5 - A Favor

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5 comentários:

  1. Aceitar os embargos infringentes equivale a recriar um peso para qual o STF de há muito não está mais obrigado a carregar e o enfraquece como a mais alta corte da justiça brasileira. Ademais, quando tudo sinaliza para um avanço contra o marasmo e a impunidade, o STF, a partir da obsessiva defesa dos réus sustentada pelos Ms. Lewandowiski e Dias Toffoli, mostra se vulnerável e até com indícios de ter ministro venal ou, no mínimo, submisso a interesses escusos.

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  2. Vivemos em um País onde a sujeira esta á mostra de todos, eles sujam e mostram como sujaram, as justificativas de certos Ministros são aqueles dito MIGUÈ de buteco. Os ditos guardiães da lei estão dispostos a nos demonstrar a maior vergonha da história brasileira, vamos ficar de olho, não podemos admitir tanta humilhação ao povo brasileiro a nós trabalhadores, onde trabalhamos 30% de nossa vida para pagar impostos, para que depois aparecem esses CORRUPTOS Protegidos e fazem uma limpa de todo nosso suor. Grande Ministro Marco Aurélio fazendo seu papel de PROTETOR DO DIREITO e DA JUSTIÇA ensinando aos NOVATOS a aplicação da LEI, o mesmo para LUX, BARBOSA, MENDES.

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  3. Nenhuma herança é tão rica quanto a honestidade.
    William Shakespeare

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  4. Quanto ao ministro Barroso falar que não se importava quanto a opinião popular ele esqueceu da constituição que diz:Todo o poder emana do povo e em seu nome é exercido. diz a nossa Constituição (art. 1º, § 1º). É o fundamento da Soberania Nacional haurida na vontade popular. piso na bola ministro, pedindo todas as vênias essa é a opinião de um simples cidadão brasileiro nato, que clama por Justiça sem embargos pelo menos no Supremo, pois acho que o supremo julgou está julgado.

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