Prisão do futuro integraria escola e detenção, diz Harvard

Postado por: Editor NJ \ 22 de janeiro de 2014 \ 0 comentários

Quando alguém comete um crime, espera-se que seja julgado e punido. Ele pode passar alguns anos na cadeia. Depois disso, é solto e volta à sociedade.

Com certeza, ele não voltará a cometer mais crimes e terá se tornado uma pessoa melhor. Certo?

Sabemos que a resposta é não. Com prisões superlotadas, precárias e violentas, em muitos casos o preso sai pior do que entrou e volta a cometer um crime.

Como resolver esse problema da estrutura prisional, que pode piorar a situação em vez de melhorá-la?

Pensando justamente nessas questões, o americano Glen Santayana, um estudante de pós-graduação em Arquitetura na Universidade Harvard, criou um projeto de prisão futurista e inovadora que pode garantir 100% de reabilitação dos presos.

Batizada de PriSchool, seria uma prisão com design inovador – muito menos opressiva e sombria – e que estaria integrada à sociedade ao redor, não isolada feita um feudo fortificado.

Junto à cadeia, estaria uma escola de criminologia e justiça criminal, frequentada por estudantes e presos. O convívio entre eles seria facilitado e incentivado.

Ainda haveria um centro comunitário, integrando detentos e comunidade. Santayana criou o projeto localizando a PriSchool no bairro do Brooklyn, em Nova York.

Ele acredita que essa nova arquitetura do cárcere, aliada à educação, pode combater os problemas americanos de segurança e sistema prisional.

Nos Estados Unidos, onde há a maior população carcerária do planeta (o Brasil está em quarto lugar), 67% dos detentos libertos voltam a ser presos em menos de 3 anos. Além disso, 68% não tem diploma do ensino médio.

Fonte: Exame Abril

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