Com mais de 2 mil páginas, inquérito sobre morte de Bernardo é entregue

Postado por: Editor NJ \ 13 de maio de 2014 \ 0 comentários

O inquérito policial que investiga a morte do menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, foi entregue na manhã desta terça-feira (13) no Fórum de Três Passos, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul (veja no vídeo).  O documento foi finalizado com 11 volumes e mais de 2 mil páginas e levado por agentes da Polícia Civil do município.

O resultado da investigação será apresentado em uma entrevista coletiva da Polícia Civil às 14h.

Além dos documentos, foi entregue também a bicicleta de Bernardo e uma caixa com pertences, entre eles uma faca. Durante as investigações, houve suspeita de que o menino estava com o objeto quando desapareceu, no entanto a bicicleta foi encontrada na escola. Com o inquérito em mãos, a Justiça deve dar vistas para o Ministério Público receber a documentação e, posteriormente, definir se vai oferecer denúncia contra os indiciados.

Após a entrega da documentação, o advogado de defesa de Leandro Boldrini, Jader Marques, foi até o Fórum. Questionado se seu cliente será indiciado por homicídio, ele confirmou. "Está confirmadíssimo", disse ao G1. A defesa de Leandro disse que segue tentando ter acesso ao conteúdo do inquérito para checar se ele será alvo de pedido de prisão preventiva.

Em rápida manifestação à imprensa, em frente ao Fórum, Jader foi questionado sobre o peso de supostas escutas telefônicas na investigação da polícia. "Há algumas semanas estou à espera de uma prova definitiva que ligue Leandro ao crime. Se ligações entre advogados e familiares foram usadas para gerar esta prova, então estaremos diante de uma fragilidade absoluta do inquérito", afirmou. O inquérito da Polícia Civil segue em segredo de justiça.

Através da assessoria de imprensa, o MP informou que o órgão deve oferecer denúncias contra os indiciados até sexta-feira (16), antes do prazo legal estabelecido de cinco dias. Na ocasião, a promotora Dinamárcia Maciel vai detalhar o caso em uma entrevista coletiva. O acompanhamento direto da promotora junto à Polícia Civil agilizou os procedimentos da investigação.
Caminhada reuniu cerca de 200 pessoas, segundo Brigada Militar

Ainda durante a manhã, estudantes de escolas públicas e privadas, moradores e amigos se reuniram na praça Nereu Mertz para uma passeata em homenagem ao menino. A caminhada foi até o fórum da cidade. Depois, seguiu em direção à casa onde Bernardo morava com o pai, Leandro, e a madrasta Graciele.

Cerca de 50 pessoas, de acordo com a Brigada Militar, se reuniram na praça às 9h40. No final do ato, perto das 11h, o grupo já somava 200 indivíduos. Eles carregavam faixas com fotos do menino morto em 4 de abril. Nas mensagens, o pedido é por justiça. Um caminhão de som acompanhou o grupo, que se deslocou pelas ruas da cidade.

A dona de casa Maria de Fátima Ramos Molinar viajou de Caxias do Sul, na Serra, a Três Passos para participar do ato. "Vim de Caxias para a passeata. Acompanhei tudo pela imprensa, mas quero justiça. Não me conformo com a crueldade. Trouxe também as flores que ganhei no Dia de Mães para deixar para ele", afirmou Fátima.

O estudante Jucimar Kurtz, 14 anos, também participou da passeata. “Não era colega dele, mas nós estudantes da cidade estamos muito bravos, revoltados", disse o menino.

Entrevista coletiva esclarecerá dúvidas sobre Caso Bernardo

Apesar da investigação do caso ter sido realizada sob sigilo judicial, várias informações vieram à tona e já se sabe que pelo menos três pessoas serão indiciadas, entre elas o pai e a madrasta. Os detalhes que ainda não são conhecidos serão divulgados na tarde desta terça-feira, quando o inquérito, oficialmente concluído, será apresentado.

A entrevista coletiva que deve anunciar os indiciados pela morte está marcada para as 14h no auditório da Unijuí, em Três Passos, no noroeste do Rio Grande do Sul.

Após 30 dias, as delegadas Caroline Bamberg e Cristine de Moura e Silva vão expor os detalhes que fundamentaram as prisões preventivas dos quatro suspeitos presos: o pai, o médico-cirurgião Leandro Boldrini; a madrasta, a enfermeira Graciele Ugulini; a assistente social Edelvania Wirganovicz e o irmão de Edelvania, Evandro Wirganovicz.

Leandro, Graciele e Edelvania foram presos na noite de 14 de abril, quando o corpo foi encontrado em uma cova em Frederico Westphalen, no norte do estado, a 80 km de Três Passos. Já a prisão de Evandro ocorreu neste sábado (10), sendo o último fato novo após a investigação.

Fonte: G1

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