OAB/DF tenta impedir que Barbosa receba registro de advogado

Postado por: Editor NJ \ 30 de setembro de 2014 \ 1 comentários

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Distrito Federal, Ibaneis Rocha, recomendou a rejeição do pedido apresentado pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e ministro aposentado Joaquim Barbosa para reativar seu registro de advogado.

Barbosa requisitou a reativação do registro no último dia 19. Qualquer pessoa poderia questionar, até 26 de setembro, o pedido do ministro aposentado. O próprio presidente da OAB distrital impugnou (contestou) a solicitação. Agora, caberá a uma comissão da OAB-DF decidir se concede ou não o registro.

Por meio da assessoria, Joaquim Barbosa afirmou que não comentará o episódio até que seja formalmente comunicado da impugnação.

No entendimento de Ibaneis Rocha, Joaquim Barbosa não pode obter o registro porque, segundo ele, feriu o Estatuto da Advocacia quando foi presidente do Supremo.

"Eu entendo que Joaquim Barbosa não tem condições de exercer a advocacia. Fiz o pedido de impugnação como advogado e não como presidente da OAB. Ele feriu a Lei 8.906/1994, que rege a advocacia", disse Rocha.

Polêmicas com advogados

Durante sua gestão como presidente do Supremo e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Joaquim Barbosa se envolveu em diversas polêmicas com advogados.

Uma delas, usada como argumento do presidente da OAB-DF, foi quando classificou como "arranjo entre amigos" a proposta de trabalho oferecida pelo advogado José Gerardo Grossi ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

Em outro episódio, no qual Barbosa também foi criticado, o ministro expulsou do plenário do Supremo o advogado do petista José Genoino, Luiz Fernando Pacheco.

Barbosa também criticou advogados que atuam como juízes eleitorais e afirmou que participam de "conluio" com magistrados.


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Um comentário:

  1. O direito de livre expressão de opinião é claramente criticado por este senhor que detem o título de presidente da Ordem. No meu conceito não deve haver intocáveis pelo simples motivo de exercer cargo público de extrema relevância. As críticas do Excelentíssimo Joaquim Barbosa são bastante fundadas pelo simples motivo dele ter possivelmente presenciado, durante sua estadia na presidência do STF, esses atos privilegiados e de grande camaradagem entre magistrados e advogados. Contudo era de direito questionar sua entrada, e este foi usado, mesmo que de maneira birrenta e temerosa por ações futuras, mas foi usado. Espero que o Excelentíssimo Joaquim Barbosa venha a ter concedido seu pedido de direito.

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