Aprovado na OAB aos 82 anos fez o exame 8 vezes e quer abrir escritório

Postado por: Editor NJ \ 10 de fevereiro de 2015 \ 2 comentários

A idade nunca foi motivo para o bacharel em direito Antônio Simão de Castro, de 82 anos, desistir de seus ideais. Exemplo de determinação, ele é o candidato mais velho de Piracicaba (SP) aprovado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e quer ter seu próprio escritório. Depois de aposentado, Castro ingressou na faculdade e se formou em 2010.

Antes de consquistar o resultado que, segundo o presidente do órgão na cidade, é inédito e exemplar aos mais jovens, ele frequentou seis cursos preparatórios e teve oito reprovações. "O impossível não existe quando há determinação e foco naquilo que se quer realizar", disse.

Filho de lavradores que não sabiam ler, Castro não guardou forças para mudar a trajetória de vida de seus pais. A alfabetização tardia também não foi impedimento aos feitos e aprovações que ele coleciona. O advogado iniciou o ensino primário aos 14 anos, época em que também arrumou o emprego de garçom em um bar da cidade natal, Pato de Minas (MG). "Percebi que na roça não teria futuro, calcei meu primeiro sapato e fui para a cidade", contou emocionado.

Quando terminou os estudos ginasiais, aos 18 anos, ele já morava em São Paulo, fase em que trabalhou como cobrador de ônibus e, mais tarde, foi aprovado no concurso público para o posto de servidor da Previdência Social.

Nem a estabilidade profissional permitiu que ele se acomodasse. Castro abriu mão do emprego e se tornou revisor de textos de grandes órgãos de imprensa na capital.

Depois de aposentado, em 2005, dicidiu voltar a estudar. Fez cursos preparatórios e conseguiu o 13º lugar no vestibular do curso de direito da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. O bom desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) lhe rendeu também uma bolsa do Prouni e o advogado resolveu permanecer no estado de São Paulo e se formou no Instituto de Ensino Superior de Bauru em 2010.

Para conquistar a aprovação no exame da OAB, ele se dedicou por mais quatro anos após a gradução e frequentou seis cursos preparatórios. Castro já foi convidado a integrar a comissão dos jovens advogados do órgão em Piracicaba. Ele, que já é aluno de uma pós-graduação em direito do trabalho, ainda tem outros objetivos a conquistar.  "Não vou parar por aqui, venci apenas uma etapa. Agora, o próximo passo é abrir meu próprio escritório", contou.

Fonte: G1

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2 comentários:

  1. O bacharel ter que se preparar por mais quatro anos após a graduação, tendo que frequentar seis cursos preparatórios, mostra que tem algo muito, mas muito errado nos cursos jurídicos brasileiros.

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  2. Exemplo de determinação, todavia concordo com o Leandro, quais são o níveis dos nossos cursos de Direito?

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