Advogado dá show de dramaturgia em júri, mas réu é condenado a 15 anos

Postado por: EditorNJ \ 7 de janeiro de 2018 \ 4 comentários

A sessão do Tribunal do Júri, na Comarca de Conceição, foi marcada pelo show de dramaturgia do advogado de defesa, José Luis Vitorino, um dos mais veteranos defensores da região, que dá seu show a parte e na maioria das vezes, consegue convencer o jurados. Porém, no caso em tela, ele não teve a mesma sorte e seu cliente, José Nan da Silva, mais conhecido como “Garapa”, foi condenado a 15 anos de reclusão, pelo homicídio de José Rosendo de Lima. O crime ocorreu no dia 29 de julho do ano de 2012, no conjunto habitacional Nova Santana, na cidade de Santana de Mangueira.

De acordo com a denúncia, o acusado, usando uma faca peixeira, desferiu diversos golpes contra a vítima, que não resistiu e morreu no local. Segundo a narrativa da denúncia, o acusado e a vítima estavam ingerindo bebida alcoólica, quando em dado momento, houve um início de discussão entre os dois. Ainda segundo a denúncia, aproveitando o momento em que uma testemunha estava colocando a vítima para dentro de sua residência, o acusado se armou de uma faca e efetuou vários de golpes contra ela, que morreu no local.

Por sua vez, a defesa na pessoa do advogado José Luis Vitorino, mais conhecido como “Zé Dival”, fez uma verdadeira encenação do crime, na tentativa de convencer a mesa julgadora da inocência do seu cliente. Ele deitou no chão e narrou o fato, segundo a sua tese, conversou com a cadeira do réu, que estava ausente, apelou para os céus e deu uma verdadeira aula de dramaturgia no tribunal do Júri. Segundo o advogado, o réu, que se encontrava completamente embriagado, não teria cometido o crime, levando ao júri a tese de Negativa de Autoria.

Depois dos debates, o Conselho de Sentença indagado sobre os fatos debatidos, entre acusação e defesa, reconheceu por maioria absoluta dos votos, que o réu havia cometido o crime descrito na denúncia. Da mesma forma, o Conselho reconheceu que o réu, mediante recurso, tornou impossível a defesa da vítima.

Ante o exposto, com fundamento na decisão soberana do Conselho de Sentença, o juiz Antonio Eugênio, que presidiu a sessão, julgou procedente a denúncia e condenou o réu a 15 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado.

Como o réu estava ausente, o juiz mandou que fosse expedido o Mandado de Prisão contra ele.

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4 comentários:

  1. Interessante a defesa, mas a vítima jaz a sete palmos.

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  2. "...Advogado dá show de dramaturgia em júri, mas réu é condenado a 15 anos..."
    Pelo título da noticia da a impressão que o advogado mesmo fazendo o trabalho, chamado aqui de "dramaturgia" não obteve exito.
    Seria mesmo que não teve exito?
    Para um crime de homicidio com diversas qualificadoras como é o caso desse, o réu ser condenado a 15 anos podendo incorrer a uma pena de 30 anos, seria mesmo que o advogado não teve exito? Esperava o que? Que para se ter exito teria que ter inocentado o réu?
    Com 15 anos de pena, aos 6 anos de cumprimento de pena já poderá pleitear o semiaberto e com 10 anos obtem-se o livramento condicional.

    Por fim, o réu condenado por homicidio qualificado foi condenado a 6 anos em regime fechado, isso se no decorrer do cumprimento da pena não houver nenhuma revisão criminal, podendo ainda reduzir esse tempo.

    Será que o advogado não obteve exito algum?

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