Candidato negro aprovado em concurso para juiz na disputa geral deve ser desconsiderado de cotas

Postado por: EditorNJ \ 8 de maio de 2018 \ 1 comentários

O CNJ decidiu nesta terça-feira, 8, que um candidato negro com nota para ser aprovado em ampla concorrência, em um concurso para juiz, não deve compor os 20% destinados às cotas. Assim, com a aprovação na disputa geral, mais uma vaga é liberada para a reserva cotista.

O caso em questão trata de recurso administrativo de um candidato negro em um concurso para juiz no Estado do Piauí que contestava a regra que exclui candidatos negros bem posicionados da lista de cotas.

O voto da conselheira Iracema do Vale retomou o julgamento desta terça-feira e foi no sentido da maioria. Iracema defendeu que um candidato negro com pontuação para passar na classificação geral do certame não deve ser enquadrado na reserva.

"Os negros que tiverem entre os aprovados na ampla concorrência devem ser desconsiderados para o fim de cotas, porque já seriam aprovados de qualquer modo em virtude da nota obtida. Se a pessoa passaria no concurso, não precisa do benefício da política afirmativa."

Fonte: Migalhas

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Um comentário:

  1. As cotas raciais não tem por propósito facilitar a vida de alunos negros com notas baixas e analisando o exposto é perceptível a banalização desse sistema, que tem como medida a ação contra a desigualdade que na mácula brasileira privilegia determinados grupos raciais e sociais em detrimento de outros.
    Fica claro, a contradição que tem se infiltrado, onde a aluno negro precisa manter sua nota abaixo de uma média estipulada para que só assim possa desfrutar de um direito garantido por lei.
    Onde iremos parar?

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