Polícia Federal faz operação de combate a fraudes no benefício de auxílio-reclusão

Postado em 17 de abril de 2019 \ 0 comentários

A Operação “Papillon” da Polícia Federal (PF) cumpriu na última terça-feira (16) quatro mandados de busca e apreensão e um de prisão em Formiga. A operação visou combater fraudes no benefício de auxílio-reclusão.

Uma advogada, que não teve a idade divulgada, apontada como autora dos golpes, foi presa no escritório onde trabalhava, no Centro da cidade, e levada para a Delegacia da Polícia Federal em Divinópolis.

No escritório dela foram encontrados rascunhos onde, segundo a PF, ela treinava a falsificação das assinaturas. A PF informou que também foi localizado um programa de computador que pode ter sido utilizado no esquema de falsificação.

De acordo com a PF, as investigações começaram no dia 8 de março, após o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) descobrir indícios de fraudes no benefício na cidade.

Os levantamentos preliminares divulgados pelo INSS apontaram um prejuízo de mais R$ 1,4 milhão relativos ao benefício. As investigações da PF também mostraram que, até o momento, os detentos, cujos nomes eram utilizados pela suspeita, não tinham conhecimento sobre o golpe aplicado pela advogada.

O caso

As investigações começaram após o INSS informar à PF que a advogada teria protocolado e recebido vários benefícios de auxílio-reclusão que seriam indevidos. Durante as investigações, foi constatado que ela teria instruído pelo menos 20 processos fraudulentos do benefício utilizando documentos falsos.

As investigações da PF também revelaram que a advogada apresentava atestados carcerários com datas alteradas e com indicação de que o beneficiário ainda se encontrava preso quando, na verdade, já havia sido liberado da prisão. Em alguns casos, segundo a polícia, o beneficiário sequer tinha sido preso.

Conforme a PF, a advogada criou dependentes de presos e certidões de nascimento falsificadas para ter acesso ao benefício, além de se cadastrar como procuradora dos supostos detentos para receber o valores.

Em posse da procuração, a suspeita se dirigia ao INSS e, após o deferimento do pedido, realizava o saque do benefício na Caixa Econômica Federal.

Ainda segundo as investigações, a advogada cadastrava seus familiares como representantes legais dos dependentes dos presos. As certidões apresentadas ao INSS teriam sido autenticadas de próprio punho pela advogada.

O auxílio-reclusão é um benefício do INSS para os dependentes do segurado preso em regime fechado ou semiaberto. O valor é pago durante o período de reclusão ou detenção.

Fonte: G1

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