Advogada é presa suspeita de tentar atropelar policiais em BH

Na delegacia, mulher foi flagrada dizendo que 'queria passar sobre a cabeça de qualquer policial que estivesse em sua frente'.

23/07/2020 08h30

Uma advogada foi presa, nesta terça-feira (21), suspeita de tentar jogar o carro que dirigia sobre policiais militares que trabalhavam em uma ocorrência contra o tráfico de drogas, na comunidade Pedreira Prado Lopes, na Região Noroeste de Belo Horizonte.

Segundo a Polícia Militar (PM), Aline Elen Prezotte Maia tentou atropelar os militares na Rua Carmo do Rio Claro com um Honda Civic preto. Em seguida, ela fugiu em alta velocidade. A PM montou uma operação de cerco e bloqueio, mas a mulher conseguiu fugir.

Mais tarde, durante fechamento da ocorrência de tráfico na Central de Flagrantes (Ceflan), no bairro Floresta, na Região Leste da capital, militares perceberam um veículo com as mesmas características do conduzido por Aline. Após checagem da placa, descobriram que a advogada estava na delegacia.

No local, a mulher se apresentou como representante das pessoas envolvidas em ocorrência de tráfico de drogas. De acordo com boletim de ocorrência, ela teria dito em uma ligação pelo celular que “queria passar sobre a cabeça de qualquer policial que estivesse em sua frente”.

Aline foi presa em flagrante por tentativa de homicídio e direção perigosa.

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A defesa da advogada disse que Aline foi acionada para acompanhar uma ocorrência no aglomerado e, chegando ao local, tentou registrar uma situação de abuso de autoridade. Quando a advogada viu o policial descer de uma viatura com arma em punho, ela tentou fugir para a delegacia, onde estava antes de ser acionada.

Cocaína em apartamento
Aline disse aos militares que representava Poliane Eloísa Silva, de 36 anos, e Alexsandra Vitória Santos da Veiga, de 19. Elas foram flagradas pelos policiais, também na terça-feira, manuseando substância semelhante à cocaína dentro de um apartamento, no bairro São Cristóvão.

De acordo com a PM, as mulheres foram surpreendidas com as mãos sujas de um pó branco. Elas tentavam se livrar de sacolas que tinham mais quantidade do mesmo material e pinos para embalagem. Parte do material foi jogada pela janela do apartamento e recuperada pelos militares.

Além do entorpecente, foram apreendidos um liquidificador, dois pratos, uma balança, uma colher, cinco buchas de substância semelhante à maconha e R$ 54 em dinheiro.

Ainda segundo os policiais, as mulheres confessaram que preparavam cocaína para venda, colocando a droga em pinos. Elas recebiam um valor fixo pela diária trabalhada. E revendiam o material. Os militares relataram, ainda, que Poliane e Alexsandra ofereceram uma arma aos policiais para evitar que fossem presas.

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O que diz a OAB-MG
Em nota à TV Globo, a Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG) informou que a advogada Aline Elen Prezotte Maia entrou em contato com a instituição pelo telefone de plantão de Prerrogativas dos Advogados. Um representante esteve no local para conferir se ela estava no exercício da profissão ou não. A OAB-MG disse, ainda, que segue acompanhando o caso e os fatos.

Fonte: G1

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