CNJ pede explicações a juíza que defendeu aglomerações

14/01/2021 09h43

O Conselho Nacional de Justiça notificou a juíza Ludmila Lins Grilo, que atua em Unaí (MG), para que ela prestes esclarecimentos sobre postagens em que ela defende a aglomeração de pessoas.

A decisão foi provocada por representação feita pelo advogado José Belga Assis Trad. Ao comentar a determinação, ele disse esperar que o "processo seja instaurado e a juíza seja afastada, por manter conduta manifestamente incompatível com os preceitos éticos da magistratura".

Na representação, o advogado afirma que a juíza passou a defender abertamente as aglomerações nas praias e festas do litoral brasileiro.

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O pedido destaca publicações feitas por Grilo no Twitter. "Uma cidade que não se entregou docilmente ao medo, histeria ou depressão", diz a magistrada em um vídeo que mostra pessoas reunidas em Búzios, no Rio de Janeiro.

"Ao se manifestar contra as recomendações das autoridades sanitárias, embora não tenha formação e não seja médica sanitarista, o público que tem acesso ao conteúdo das postagens da doutora passa a confundir a opinião, infundada, da magistrada com a da magistratura", diz trecho da peça.

No documento que pede a apuração de eventual infração ético disciplinar por parte de Grilo, Trad destaca que o Código de Ética da Magistratura Nacional impõe uma série de restrições e exigências aos juízes — entre elas, a de que o magistrado se comporte na vida privada de modo a dignificar sua função.

0000004-32.2021.2.00.0000

Fonte: Conjur

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