Advogado que concordou com condenação de cliente é encontrado morto

O advogado Rodrigo Pantaleão, que ganhou repercussão nacional após concordar com a condenação do próprio cliente durante uma audiência criminal, foi encontrado morto nesta quinta-feira, 25, em Florianópolis/SC, aos 53 anos.

A Polícia Civil de Santa Catarina apura as circunstâncias da morte e informou que, até o momento, não há indícios de violência.

Corpo foi encontrado em imóvel

Segundo a Delegacia de Homicídios de Florianópolis, Pantaleão foi encontrado sem vida em um imóvel no bairro Itacorubi após moradores relatarem um forte odor vindo da residência.

De acordo com o delegado Alex Bonfim, as primeiras informações apontam que o advogado já estava morto havia alguns dias quando o corpo foi localizado. O imóvel não apresentava sinais de invasão e não foram constatadas lesões aparentes na vítima. A linha de investigação não foi divulgada.

Advogado que concordou com a condenação do próprio cliente é encontrado morto em SC.(Imagem: Reprodução/YouTube)
OAB/SC acompanha investigação

A OAB/SC informou que acompanha a investigação junto às autoridades policiais e que cobrará a devida responsabilização caso surjam indícios de que a morte tenha relação com o exercício da advocacia.

A entidade também destacou que a advocacia exerce função essencial para a Justiça, muitas vezes em situações de exposição que não são percebidas pela sociedade.

“Esperamos uma apuração célere, rigorosa e transparente. A Ordem não tolerará omissão nem demora neste caso, seja qual for o resultado da perícia.”

Audiência repercutiu em todo o país

Rodrigo Pantaleão tornou-se conhecido após uma audiência realizada em 28 de maio, na 3ª vara Criminal de Florianópolis/SC, conduzida pela juíza de Direito Carolina Ranzolin.

Na ocasião, o advogado representava um homem acusado de tráfico de drogas, resistência à abordagem policial e porte de arma de fogo com numeração suprimida.

a manifestação, declarou que “a defesa corrobora com as afirmações exaladas pela promotoria de Justiça. Nada mais, excelência”.

Diante da declaração, a juíza entendeu que o acusado, de 36 anos, permanecia sem defesa técnica efetiva e adotou as providências cabíveis para assegurar o direito constitucional à ampla defesa.

Fonte: Migalhas

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