Justiça mantém preso suspeito de furto milionário em mansão da família Vorcaro em Nova Lima
A Justiça de Minas Gerais manteve preso preventivamente o homem suspeito de invadir uma mansão da família Vorcaro, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e furtar bens avaliados em cerca de R$ 5 milhões. O investigado, de 41 anos, é apontado pela Polícia Civil como autor da invasão registrada na madrugada do último sábado (20).
A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta semana. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a manutenção da prisão levou em consideração o histórico criminal do suspeito, que possui condenações por crimes patrimoniais e outros delitos.
De acordo com as investigações, o imóvel pertence aos pais do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e estava desocupado no momento da ação criminosa. Imagens do circuito interno de segurança mostram o suspeito entrando na residência por uma janela e permanecendo no local por mais de uma hora.
Entre os objetos levados estão joias, relógios, bolsas de luxo, cartões bancários, roupas, calçados e uma pistola calibre .380. Conforme a Polícia Civil, parte dos bens furtados foi recuperada após a prisão do suspeito em Belo Horizonte.
Furto foi descoberto após acionamento da Polícia Militar
As investigações apontam que o caso veio à tona depois que a Polícia Militar foi chamada para atender uma ocorrência envolvendo o suspeito e a companheira dele em uma residência no bairro Goiânia, na região Nordeste da capital mineira.
Durante a ocorrência, os militares encontraram um cofre arrombado e cartões bancários vinculados à família Vorcaro. A descoberta levou à identificação da origem dos objetos e à confirmação do furto na mansão em Nova Lima.
Inicialmente, o homem havia sido autuado por receptação. No entanto, após a análise das imagens de segurança e o avanço das diligências, a Polícia Civil concluiu que ele teria participado diretamente da invasão ao imóvel e passou a investigá-lo por furto qualificado.
Polícia busca objetos desaparecidos e possíveis receptadores
Embora parte dos bens tenha sido recuperada, a Polícia Civil informou que as investigações continuam. Neste momento, os esforços estão concentrados na localização dos objetos ainda desaparecidos, especialmente a arma de fogo levada da residência.
Além disso, os investigadores trabalham para identificar possíveis receptadores que possam ter participado da ocultação ou comercialização dos itens furtados.
O caso é conduzido pelo Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), que também apura se outras pessoas contribuíram para a execução do crime ou para a circulação dos bens subtraídos.
Fonte: Portal UAI
