Ministros do STF evitam Copa do Mundo nos EUA por receio de serem barrados na imigração
Ministros do Supremo Tribunal Federal estão evitando viajar para os Estados Unidos para assistir aos jogos da Copa do Mundo por receio de bloqueios nos aeroportos ou estádios americanos, segundo o portal Metrópoles. O temor de sofrer constrangimento público na imigração decorre dos efeitos remanescentes de sanções aplicadas pela administração de Donald Trump com base na Lei Magnitsky.
No ano passado, o governo americano aplicou sanções severas e impôs restrições de vistos a diversas autoridades do Judiciário brasileiro. Na ocasião, apenas os ministros Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques teriam sido poupados das medidas restritivas de Washington.
Em dezembro, os Estados Unidos retiraram a sanção imposta a Alexandre de Moraes, dias após um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Contudo, a validade e a situação dos vistos dos demais magistrados permanecem uma incógnita, e nenhum integrante da corte quer correr o risco de ser impedido de entrar no país.
O ministro aposentado Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em outubro sob a vigência das sanções, criticou publicamente as medidas de Washington. Barroso declarou que a restrição de vistos aplicada pelos americanos é uma situação desagradável e injusta, embora fizesse parte da autonomia de cada nação.
A organização do torneio também lida com outras restrições de segurança em solo americano. O governo dos Estados Unidos limitou os deslocamentos da delegação da seleção do Irã dentro do país por conta de tensões geopolíticas no Oriente Médio, motivando uma reclamação formal dos iranianos junto à Fifa.
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